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terça-feira, 6 de julho de 2010

aloísio césar

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Aloísio é produtor cultural. Essas fotos foram feitas com a colaboração do lindo cenário de final de tarde no bloco O da 416 norte.
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sábado, 15 de maio de 2010

a fantástica teresinha lucas

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Cearense lutadora, de personalidade forte, Dona Teresinha Lucas é o “pé de boi”do HRAN. “Eu trabalho com afinco. Eu faço mesmo”, afirma, com os olhos brilhando. Apesar de comandar uma equipe, ela não se furta a colocar a mão na massa: cava os jardins, pinta o piso, conserta torneiras. E isso aos 70 anos de idade. Aposentada, continua dando expediente todos os dias, até sábados e domingos.

Para fazer o Setor de Manutenção Ambiental andar, ela vai atrás de parcerias com empresas, embaixadas, entidades públicas. Consegue patrocínios e doações. “Eu perturbo muito”, diz. “Muitas vezes compro com meu próprio dinheiro. Num hospital, a gente não pode deixar as coisas faltarem.”

Foi assim que Dona Teresinha conseguiu mesas, cadeiras, computadores, geladeiras, ar condicionado, cantinhos especiais para as crianças internadas e até a duplicação do estacionamento. Recentemente obteve doações para pintar as paredes internas de boa parte do hospital. “Ficou tudo branquinho! Minha casa é limpa, então esse hospital tem que ser limpo também”, diz ela, enérgica, enquanto percorre os corredores a passo acelerado e é cumprimentada por cada funcionário com um sorriso.

“A gente luta contra muitas dificuldades. Todo canto aqui precisa de apoio”, explica. Até a água mineral que se bebe hoje no hospital foi Dona Teresinha que conseguiu, com doações de supermercados. Isso porque, com a gripe suína, todos os bebedores foram retirados.

Um dos orgulhos de Teresinha são os jardins, que ela construiu em todos os cantos onde havia um pedaço de terra. Um deles, o jardim central do prédio das enfermarias (na foto acima), tornou-se um oásis para os pacientes internados. “Corri atrás de doações de mudas e equipamentos, fiz mutirões, coloquei todo mundo para trabalhar. Até os médicos participaram”, conta ela.

Incomodada com os pacientes do setor de queimaduras, que passavam o dia na fila sem comer nada, Dona Teresinha pediu patrocínios a supermercados e passou a oferecer um lanche a todos. Iniciativa dela, não do hospital: “Não é só o governo que tem que fazer as coisas; a gente também tem que fazer a nossa parte.”


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Para saber um pouquinho mais sobre essa mulher inquieta e cheia de histórias para contar (entre mil outras coisas, foi instrumentadora cirúrgica na operação que tentou salvar a vida de Tancredo Neves), leia a seção Brasília do Bem na revista do Sindjus. A foto acima de Arthur Monteiro.
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domingo, 14 de março de 2010

uma família muito especial

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Sábado fui entrevistar Márcia (de camisa rosa) para uma reportagem sobre "a Brasília do bem", a Brasília que não é feita de arrudas e eurides. Márcia e o marido, Wagner, compraram um lote em Sobradinho II para fazer um centro de atendimento à população carente, com creche e outras atividades de apoio. Eles assumiram um financiamento de vinte anos, com dinheiro do próprio bolso, do salário do casal. .

Essa história impressionante rolou por aí por e-mail e gerou outra ação tão impressionante quanto: apareceu um doador e quitou o lote. Essa ajuda veio de uma pessoa física, uma pessoa de classe média, tão desprendida quanto Márcia e Wagner. Agora é começar a obra... Eles precisam de vários tipos de ajuda, quem quiser colaborar pode se informar aqui.
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Da esquerda para a direita estão Márcia, o filho Paulo, a filha Ana Luísa, o marido Wagner e os filhos André e Pedro. Eles moram em Sobradinho. Todos os sábados, pai, mãe e os quatro filhos se reúnem às 8h30 da manhã na grande mesa da cozinha, fazem um breve estudo e planejam as atividades do dia na comunidade de Sobradinho II, que visitam há mais de um ano (quando nasceu o projeto da creche), para conhecer e saber como ajudar melhor as pessoas. Conversam, levam alimentos, fazem doações diversas, emprestam livros...
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Márcia me contou que a mãe, merendeira numa escola em Taguatinga, criou sozinha os sete filhos, mas sempre encontrou tempo e energia para ajudar os mais necessitados que ela. Ao longo da vida já montou e participou de várias entidades assistenciais, além de de fazer trabalho voluntário (até hoje faz).
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Para ler a história toda, acesse a revista do Sindjus aqui.
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

a bruxa

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Nunca vi um Pacotão sem a bruxa. Em todos os carnavais que eu fui conferir ela estava lá. Será que é a mesma que eu fotografei há 20 anos? Acho que é... Pelo menos tem a mesma risada e a mesma atitude. Ela encarna a bruxa de verdade. Uma figura.
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

notícia ruim

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No domingo eu estava passando pela entrada da quadra quando vi este aviso na birosquinha do sapateiro Jair. Está internado em estado grave... Estamos torcendo por ele. Jair é uma figura fantástica. Fiz duas postagens com ele aqui no blog (a mais recente aqui) e o repórter especial do Correio Marcelo Abreu fez uma reportagem linda, vejam abaixo.
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O sapateiro filósofo

Marcelo Abreu

Na entrada de uma quadra residencial da Asa Norte, à sombra de uma mangueira, um homem miudinho conserta sapatos como se remendasse a vida. Entre um solado e outro, um dedo de cola, uma recauchutagem no tênis surrado, um cerzido novo na velha mochila, ele costura histórias e escreve frases nas “paredes” da sua banquinha. “Escrevo o que me vem à mente, o que me toca e acho que toca as pessoas também”, explica. Em letra de forma, num português que até pode contrariar a norma culta, arrepiar e remexer o pobre Camões no túmulo e torcer narizes de intelectuais rabugentos, ele rascunha: “A partir do momento em que as pessoas se conscientizarem que todos somos iguais, a paz reinará”. Com ou sem português casto, a mensagem foi entendida. Isso é o que de fato importa.

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As pessoas param. Admiram o trabalho daquele homem. Fotografam suas frases. Perguntam-lhe por que ele faz aquilo. Querem saber da sua história. Incentivam-no. O sapateiro Jair Lima da Silva, de 39 anos, mudou a cara da 415 Norte. Transformou-se, sem saber, em paisagem. Impossível não vê-lo. “Quem chegou aqui primeiro foi meu pai, em 1983, e plantou esta mangueira. Nem todos os blocos estavam construídos. Não tinha nem o ponto de táxi” lembra o filho do sapateiro, que igualmente sapateiro se tornou.

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Leia a reportagem completa aqui.

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domingo, 8 de novembro de 2009

azul e amarelo

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...e minha filha carequinha. No Carneiros e Picanhas, 216 norte.
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domingo, 6 de setembro de 2009

Dona Lourdinha

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Tirei férias deste blog para trabalhar em outro projeto até o final de setembro, mas não resisti e voltei só para postar uma foto e um pouquinho da história de dona Lourdinha. Moradora do Torto, 82 anos, pioneira de Brasília. Chegou aqui em 1959, com o marido e alguns filhos pequenos -- os primeiros dos seus dezessete filhos criados, entre os 24 que ela gerou.
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Montou uma venda no canteiro de obras da 109 sul e caminhava sozinha por aqueles ermos até o alojamento onde morava, na altura da 206 sul, tarde da noite, carregando numa sacola todo o dinheiro do dia. Não tinha medo não. Já andou de faca e de revólver. Cearense arretada, dirigiu muito caminhão pau-de-arara daqui pra Fortaleza e de Fortaleza pra cá.
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Do alto do seu metro e meio, quando moça fez um chicote de fios elétricos e deu uma surra numa "zinha" que o marido arrumou -- coisa inesperada para uma menina de família, educada em colégio de freira. "Depois disso ele passou a concordar com tudo que eu fazia", conta ela, com a voz doce e os olhinhos brilhando.
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Dona Lourdinha é um amor de pessoa e tem muita história para contar... Sou grata pelas horas que passei com ela. A foto acima é de Arthur Monteiro, para a revista do Sindjus.
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*Marcelo, lembrei muito de você...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

jair


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Jair trabalha na entrada da minha quadra. Gosto da profissão dele: conserta sapatos, ajuda a diminuir o consumismo e o lixo... Faz tempo que eu fotografo essa barraquinha, mas não conhecia o dono. Quando mudei para cá, há um ano, as paredes e até o banco atrás ao lado estavam cheios de mensagens de amor para Vânia (veja aqui). Poucos meses depois elas amanheceram cobertas de tinta. Comentei com minha filha: Ih, acho que rolou um stress...
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Com ou sem stress, o fato é que ele aproveitou o momento para reformar a barraca, que está com toldo e pintura novos. E dessa vez usou todos os espaços para escrever mensagens de amor ao próximo, que ele faz questão que as pessoas leiam. Esta semana eu finalmente conheci o rapaz. Pedi para fotografá-lo, ele aceitou sem o menor problema e também sem estranhar: disse que muita gente fotografa sua barraca, "principalmente se for gringo".
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sábado, 1 de agosto de 2009

fotógrafo

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Arthur Monteiro, nosso fotógrafo na Revista do Sindjus, esperando a entrevistada chegar. Abaixo, arriscando-se a cair num sacolão de lixo, na Central de Reciclagem do Varjão. Foi engraçado, ele fez a foto das vinte e tantas recicladoras e várias delas também aproveitaram para fotografá-lo com seus celulares. O rapaz faz sucesso... Não cai aí não, Arthur, senão a galera te recicla!
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segunda-feira, 29 de junho de 2009

artista e aventureiro

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Piau é um artesão piauiense que veio para cá em 1996 e mora na Vila Basevi, em Sobradinho. Além de artesão, faz também bicos como ajudante de pedreiro, eletricista etc. Hoje comprei dele dois bonés, um da Boehmia e outra da Coca Cola. Ele mesmo faz, com latinhas, forrados de tecido, muito bem acabadinhos. Reparem no colar que ele está usando: é uma corrente de tampinhas de lata (os "selinhos"). Piau compartilha comigo duas paixões: fazer arte com sucata e viajar. Em 2004 ele percorreu, de bicicleta, mais de 4.000 km entre Buritis de Minas (MG) e Regeneração, no Piauí -- ida e volta. Fez isso sozinho e por conta própria, para realizar um velho sonho. Piau tem 49 anos de idade e, pelo jeito, também tem muita saúde, graças a Deus: várias vezes por ano ele pedala de Brasília até Buritis de Minas, ida e volta, o que deve dar uns 500 km.
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Quem quiser encomendar bonés pode ligar para Piau nos fones 9137-2188 e 9628-8434.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009

por que eu amo o conic

Sábado à tarde, lá estava eu sentadinha numa das "calçadas internas" entre os prédios. As calçadas internas são uma das esquisitices do Conic, só vendo pra entender. Estava eu lá sentada, preparando-me para fotografar a parede (fotografar paredes é uma das minhas esquisitices), quando apareceu a figura que está filmada aí. Ah, eu me divirto...

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

book na rua


Este é Rubens Rebouças em ação, fotografando para um book. Ele faz as fotos na rua e o resultado é lindo (veja no site). Ele também orienta as pessoas fotografadas em tudo: roupas, acessórios, poses, caras e bocas. Recomendo. Cada clique sai perfeito.

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Ah, não posso esquecer o crédito: essa menina bonita fui eu que fiz!
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

gervásio baptista, fotógrafo


Há um monte de fatos incríveis na vida deste homem, mas para mim o mais impressionante é que ele tem 85 anos de idade e trabalha em dois empregos -- muitas horas por dia, e feliz da vida. É fotógrafo da Agência Brasil pela manhã e do Supremo Tribunal Federal à tarde. Dependendo da pauta, não tem hora para sair, como todo fotógrafo. Miudinho, carrega quilos de equipamento. Começou a trabalhar aos nove anos de idade, portanto tem 76 anos de carreira. E viu de tudo nesses anos. Ouvi-lo contando seus casos é uma coisa impagável. Se estiver curioso, dê uma googada nele...
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terça-feira, 28 de outubro de 2008

a minha ilka


Minha amiga Ilka foi embora da Brasília levada pelo marido. Eu peço insistentemente que ele me devolva, mas até agora nada. Essa foto é do nosso almoço de domingo, com minha filha mais velha e um desconhecido ao fundo... Carneiros e Picanhas, 216 norte.

domingo, 19 de outubro de 2008

luis humberto, mestre


Ele veio para Brasília como arquiteto e foi co-fundador da UnB, nos bons tempos pré-golpe militar. Depois tornou-se fotógrafo e fez história na imprensa brasileira, com seu olhar incomum, sua postura crítica e, acima de tudo, sua inteligência brilhante. Voltou à UnB na década de 80 e deu aulas por dez anos. Ele nos matava de rir com suas tiradas impagáveis, mas também nos sacudia cotidianamente, sempre lembrando que lá fora nem tudo são flores. Eu custei a ver que sua decisão de se aposentar era perfeitamente razoável, legítima e pessoal (e que, além disso, não era da minha conta). Fiquei indignada, como se ele estivesse traindo todas as futuras gerações de alunos... Tive a sorte de ter Luis Humberto como professor em quatro disciplinas, na faculdade de Comunicação: Análise da Imagem, Políticas Culturais, Fotojornalismo 1 e 2. De quebra, ainda foi orientador do meu trabalho final. Esse retrato foi feito há duas semanas, quando eu, Rinaldo Morelli e Adriana Fernandes fomos à sua casa pedir colaborações para um blog que vamos lançar em breve.


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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

luiz amorim e seu projeto genial



Luiz Amorim, dono do Açougue Cultural T-Bone, em frente à sua loja, na 312 norte. Foi ele que colocou uma biblioteca em cada uma das paradas de ônibus da w3 norte. Os livros ficam lá, sem ninguém tomar conta, sem ninguém roubar, sem ninguém depredar. Idéia simples e genial (veja foto abaixo, na parada da 714/715 norte).

"O Brasil não é um país que não lê; é um país onde o livro é caro e que tem poucas bibliotecas", diz Luiz. Aos sete anos ele chegou de Salvador e começou a trabalhar como engraxate; aos treze se empregou no açougue, que quinze anos depois conseguiu comprar. Sua primeira providência foi levar para lá uma estante com dez livros. Poucos tempo depois, viraram dez mil.

Luiz aprendeu a ler aos 16 anos e não parou mais. Mas tem uma ressalva: "Não sou um homem que lê para elocubrar. Eu leio para aprender e para aplicar o que aprendo. A maior crítica que você pode oferecer ao Estado é fazer, não é falar." E ele faz. Lê, pensa e faz.


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

luiz, no bar do luiz


Luiz foi garçom do Beirute, como muita gente nessa cidade se lembra. Muita mesmo... Sempre simpático, bem humorado, uma doce de pessoa. Mas essa mão também já catou muito caloteiro na rua. Ele corria atrás dos aloprados que achavam que podiam escapulir sem pagar, às vezes corria da 109 até as 200 ou 400, e trazia a galera de volta pela orelha. Reza a lenda que ninguém escapava. Hoje ele é dono do Bar do Luiz, na 513 sul. Boteco muito gostoso, recomendo.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

o amor, o sorriso e a flor



Bonitinhos...
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(Aliás, o amor, o sorriso e a flor têm nome: Isabela Lyrio. O rapaz apaixonado chama-se Arthur Monteiro. Fotógrafos. Bonitinhos...)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

meninos do brasil


Eu estava fazendo uma reportagem sobre o amor do brasileiro ao país, à bandeira, à camisa verde e amarela; passando pela w3 norte, vi os dois meninos lavando o mesmo carro, todos dois com a camisa do Brasil. Werlen e Marcelo, amigos e vizinhos, têm 17 anos e trabalham de segunda a sábado como lavadores, no estacionamento do Brasília Radiocenter. Trabalham literalmente de sol a sol -- das sete da manhã às sete da noite. Os dois largaram a escola, um na sexta, outro na sétima série; os dois gostariam de voltar a estudar. Se amam o Brasil? Sim, amam muito, desfazem-se em elogios. É fácil para eles dizer o que o país tem de bom. E o que tem de ruim? "Melhor nem pensar", diz Werlen; o sorriso vai sumindo.
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sábado, 30 de agosto de 2008

o mini-circo do palhaço plim plim











O palhaço Plim Plim veio de Carpina, em Pernambuco, nesse ônibus, onde carrega seu mini-circo. Difícil acreditar nessa viagem, olhando o veículo de perto, literalmente caindo aos pedaços... O plano é reformar tudo até o final do ano e rodar o Brasil. Por enquanto ele mora ali, no eixo monumental, no centro de Brasília, com o primo, um galo e uma galinha que ganhou no trajeto. Uma figura.


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