.terça-feira, 31 de agosto de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
essa é para os leitores de harry potter
.segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
a enforcada
sábado, 9 de janeiro de 2010
o que eu achei na rua
Uma mala e um monte de equipamentos fotográficos antigos!
Não foi exatamente na rua, mas na CRV (Central de Reciclagem de Varjão), que recolhe o lixo inorgânico nas ruas do Lago Norte. Além desta mala muito simpática, descartaram também um bocado de utensílios fotográficos, inclusive materiais de laboratório. E centenas de slides! Fiquei espantada e com uma certa pena: alguém jogou no lixo um bom pedaço da história da família.
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A mala eu levei para o Ateliê do Lixo; em breve ela vai virar um armário de parede..
Eu achei tudo isso junto, mas não sei se foi descartado pela mesma família, porque as coisas não estavam dentro da mala; estavam numa caixa de papelão.
Uma engenhoca muito interessante: você insere um slide, uma luz se acende para você ver a foto na tela a e ela toca "Oh Susana" numa caixinha de música. Um multimídia do passado!
Aqui, a prova de que o "lixo" pertenceu realmente a um fotógrafo profissional: um contato com as informações de revelador e fixador, o papel e o tempo de exposição de cada cópia.domingo, 20 de dezembro de 2009
o que eu achei na rua
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sábado, 19 de dezembro de 2009
em toda arte as coisas sonham sombras
.no mundo das sombras
os objetos incham
grávidos de outras formas
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silhuetas dissimulando similaridades
paródias e paradoxos
linearidades em desalinho
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aqui
armas são a alma das louças
ali
projesombras milimétricamente calculadas
inauguram com humor
o outro lado do rigor
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o primeiro plano
passa a pano de fundo
o que é o fundo?
o que é a figura?
o que é a coisa?
o que é a sombra?
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em toda arte
as coisas sonham sombras
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alice ruiz
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
na padaria
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No tempo tudo cabe
tudo muda de lugar
tudo some
não ficam parados no espaço
o gosto das frutas
e o cheiro dos homens.
O tempo dispensa a vontade alheia
impõe-se sobre a selva e a cidade
e destas nascem as folhas e os filhos
que o próprio tempo amadurece e faz saudade.
O tempo -- enorme! -- eleva os deuses
arrasta os homens
e espalha o mistério de uns
sobre a solidão dos outros.
De muito longe o tempo caminha
não como um velho
tão pouco uma criança:
unicamente caminha
-- e sugere a esperança
e adormece as rugas.
O tempo não é o mesmo
sobre os aviões e os pássaros:
nas asas de um
é tudo muito rápido
nas asas do outro
é tudo muito livre.
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Nirton Venancio
(do livro Poesia provisória)
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* Recomendo uma visita ao blog do Nirton, seus poemas são belos... É só clicar na assinatura dele aí em cima.
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