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sábado, 12 de junho de 2010
chegaram...
.

...o frio, as festas de São João e a Copa do Mundo. As festas e a Copa eu adoro, mas o frio, por mim, passaria longe. Sou contra.
Essa paisagem junina aí em cima é no Conic.
.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
no tempo do negativo e do laboratório
.

.Eu acho que essas fotos são de 1993. No tempo do negativo, coisa que muita gente hoje nem sabe o que é... Quando a gente fazia "photoshop" no laboratório, recortava máscarazinhas de papelão, esfregava o dedo no papel pra puxar o tom e se intoxicava com o cheiro das químicas. Bons tempos... Todas as minhas fotos eram ampliadas com esse fio preto em volta, pra mostrar que o negativo estava inteiro ali, sem corte. Ainda faz sentido? Eu acho que sim.
.
Eu já era apaixonada pelas árvores e pelo abecedário de Brasília. Esse bloco S fica na 412 sul, mas a árvore, coitada, já era.
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Fantasminha na 410 norte, junto à L2 (sim, eu me lembro, por incrível que pareça, as imagens me marcam). "Vida bela" numa parede perto do hospital de Brazlândia.
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
caio como um cisco
.
.minha cidade
cai pela janela
como um cisco
meu olho
caleidoscópio
é o coração que acolhe
fragmento por fragmento
até que toda cidade
e sua história
caiba dentro
nessa rua, por exemplo,
já passei há muito tempo
mas não tinha esse olhar
indo embora
para o futuro,
a memória desse momento
que passou agora
será a lembrança de outro
e ainda outro mais antigo
caio como um cisco
na cidade
somos, as duas,
uma rápida paisagem.
De passagem.
.
cai pela janela
como um cisco
meu olho
caleidoscópio
é o coração que acolhe
fragmento por fragmento
até que toda cidade
e sua história
caiba dentro
nessa rua, por exemplo,
já passei há muito tempo
mas não tinha esse olhar
indo embora
para o futuro,
a memória desse momento
que passou agora
será a lembrança de outro
e ainda outro mais antigo
caio como um cisco
na cidade
somos, as duas,
uma rápida paisagem.
De passagem.
.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
tempo
.
.
.
No tempo tudo cabe
tudo muda de lugar
tudo some
não ficam parados no espaço
o gosto das frutas
e o cheiro dos homens.
O tempo dispensa a vontade alheia
impõe-se sobre a selva e a cidade
e destas nascem as folhas e os filhos
que o próprio tempo amadurece e faz saudade.
O tempo – enorme! – eleva os deuses
arrasta os homens
e espalha o mistério de uns
sobre a solidão dos outros.
De muito longe o tempo caminha
não como um velho
tão pouco uma criança:
unicamente caminha
- e sugere a esperança
e adormece as rugas.
O tempo não é o mesmo
sobre os aviões e os pássaros:
nas asas de um
é tudo muito rápido
nas asas do outro
é tudo muito livre.
.
Nirton Venancio
.
..
No tempo tudo cabe
tudo muda de lugar
tudo some
não ficam parados no espaço
o gosto das frutas
e o cheiro dos homens.
O tempo dispensa a vontade alheia
impõe-se sobre a selva e a cidade
e destas nascem as folhas e os filhos
que o próprio tempo amadurece e faz saudade.
O tempo – enorme! – eleva os deuses
arrasta os homens
e espalha o mistério de uns
sobre a solidão dos outros.
De muito longe o tempo caminha
não como um velho
tão pouco uma criança:
unicamente caminha
- e sugere a esperança
e adormece as rugas.
O tempo não é o mesmo
sobre os aviões e os pássaros:
nas asas de um
é tudo muito rápido
nas asas do outro
é tudo muito livre.
.
Nirton Venancio
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
acima de qualquer suspeita
.
.
a poesia está morta
mas juro que não fui eu
eu até que tentei fazer o melhor que podia para salvá-la
.
imitei diligentemente augusto dos anjos paulo torres car
los drummond de andrade manuel bandeira murilo
mendes vladimir maiakóvski joão cabral de melo neto
paul éluard oswald de andrade guillaume apollinaire
sosígenes costa bertolt brecht augusto de campos
.
não adiantou nada
.
em desespero de causa cheguei a imitar um certo (ou
incerto) josé paulo paes poeta de ribeirãozinho estrada
de ferro araraquense
.
porém ribeirãozinho mudou de nome a estrada de ferro
araraquense foi extinta e josé paulo paes parece
nunca ter existido
nem eu
.
.
José Paulo Paes
.
.a poesia está morta
mas juro que não fui eu
eu até que tentei fazer o melhor que podia para salvá-la
.
imitei diligentemente augusto dos anjos paulo torres car
los drummond de andrade manuel bandeira murilo
mendes vladimir maiakóvski joão cabral de melo neto
paul éluard oswald de andrade guillaume apollinaire
sosígenes costa bertolt brecht augusto de campos
.
não adiantou nada
.
em desespero de causa cheguei a imitar um certo (ou
incerto) josé paulo paes poeta de ribeirãozinho estrada
de ferro araraquense
.
porém ribeirãozinho mudou de nome a estrada de ferro
araraquense foi extinta e josé paulo paes parece
nunca ter existido
nem eu
.
.
José Paulo Paes
.
beco
.


ex/plicação
.
.
não há um
sentido único
num
poema
.
quando alguém
começa a ex-
plicá-lo e
chega ao fim
en-
tão só fica o
ex
do ponto de
partida
.
beco
.
(tente outra
vez)
.
sem saída
.
.
.
haroldo de campos
sentido único
num
poema
.
quando alguém
começa a ex-
plicá-lo e
chega ao fim
en-
tão só fica o
ex
do ponto de
partida
.
beco
.
(tente outra
vez)
.
sem saída
.
.
.
haroldo de campos
sexta-feira, 3 de abril de 2009
para não esquecer
quinta-feira, 2 de abril de 2009
juvenil -- 6257760

Juvenil deve ser o nome do artista, com seu telefone para contato. Na W3 norte, quadra 506. Ali pertinho tem uma loja de guitarras que sempre quero fotografar e nunca consigo. Ou passo de carro, não tem onde parar e estou com pressa, ou vou no domingo e a vitrine está fechada. Pelo menos encontrei a obra do Juvenil, não voltei de mãos abanando.
.
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