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sábado, 12 de junho de 2010
verde amarelo e azul
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Arredores do meu prédio. Parece que o Dunga não conseguiu
desanimar a galera... O brasileiro é antes de tudo um forte.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sábado, 8 de agosto de 2009
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
pátria amada
meninos do brasil

Eu estava fazendo uma reportagem sobre o amor do brasileiro ao país, à bandeira, à camisa verde e amarela; passando pela w3 norte, vi os dois meninos lavando o mesmo carro, todos dois com a camisa do Brasil. Werlen e Marcelo, amigos e vizinhos, têm 17 anos e trabalham de segunda a sábado como lavadores, no estacionamento do Brasília Radiocenter. Trabalham literalmente de sol a sol -- das sete da manhã às sete da noite. Os dois largaram a escola, um na sexta, outro na sétima série; os dois gostariam de voltar a estudar. Se amam o Brasil? Sim, amam muito, desfazem-se em elogios. É fácil para eles dizer o que o país tem de bom. E o que tem de ruim? "Melhor nem pensar", diz Werlen; o sorriso vai sumindo.
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sábado, 30 de agosto de 2008
o mini-circo do palhaço plim plim
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O palhaço Plim Plim veio de Carpina, em Pernambuco, nesse ônibus, onde carrega seu mini-circo. Difícil acreditar nessa viagem, olhando o veículo de perto, literalmente caindo aos pedaços... O plano é reformar tudo até o final do ano e rodar o Brasil. Por enquanto ele mora ali, no eixo monumental, no centro de Brasília, com o primo, um galo e uma galinha que ganhou no trajeto. Uma figura.
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sábado, 5 de julho de 2008
maracutaya drinks

Maracutaya Drinks, restaurante no Setor Comercial Sul. Repare na figura dos três macaquinhos... Isso tudo não é espantoso? Tanto o nome quanto o desenho? É a corrupção aceita, engolida, digerida e usada como enfeite. A corrupção como marca! Fiquei pensando em alternativas de nomes para o lugar. Eu Aceito a Roubalheira Bar e Restaurante. Roube e Deixe Rou-Bar e Restaurante. Nóis Sofre Mas Nóis Goza -- Restaurante do Mané. 500 Anos de História Drinks...
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Sugestões para ushavelasco@gmail.com
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terça-feira, 27 de maio de 2008
verde, amarelo e azul anil
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Semana passada fui ao colégio Setor Leste, na L2 Sul. As salas de aula, banheiros e carteiras estão caindo aos pedaços; um retrato do descaso pela educação pública. Mesmo assim, o pintor estava caprichando no verde e amarelo. Eu te amo, meu Brasil, apesar de tudo. Acima, o azul anil das roupas de um funcionário, no varal improvisado.
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domingo, 13 de abril de 2008
como fazer história
Independentemente do desfecho, os estudantes que ocupam a reitoria há dez dias já entraram para a história da UnB. Exigiram a renúncia do reitor Timothy Mulholland (veja a postagem "Saudades de Darcy", abaixo). Tiraram os professores da incompreensível inércia e do cômodo silêncio em que se encontravam; forçaram as autoridades e as instituições envolvidas a ouvir, negociar e, principalmente, agir.
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Nesse poucos dias, o reitor e o decano de administração pediram afastamento. O Ministério Público denunciou oficialmente o reitor por improbidade administrativa. O vice-reitor Edgar Mamiya, também investigado por impobridade, pediu exoneração. E finalmente Timothy, que jurava não largar o osso, renunciou.
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Parabéns, meninos. Vocês me enchem de satisfação e de orgulho. Nós, que não temos mais vinte anos (nem trinta, para falar a verdade), precisamos de vocês, da sua alegria, criatividade, coragem. Precisamos ser lembrados da importância da indignação e, principalmente, da ação. Porque sem ação a indignação é no mínimo estéril; muitas vezes, até hipócrita.
"Educação é progresso",
está escrito na bandeira gigante.
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A reitoria pensou que, sem água e luz, o pessoal ia esmorecer. Esqueceu que aos dezoito ou vinte anos de idade o que não falta é resistência e bom humor.
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Cinco mil reais por hora, o preço do Hotel Reitoria. Foi essa a multa que justiça fixou por cada hora de ocupação. No começo do movimento os estudantes criaram uma rádio chamada 5.000/hora. Ontem eles fizeram a Festa do Milhão, valor da multa às 22h.
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O otimismo da prática deu resultado. Há dez dias, o pessimismo da razão era unânime em afirmar que a ocupação era inconseqüente e não ia dar em nada.
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Instalação criada pelos alunos do Instituto de Artes: lixeiras de plástico em contraponto às lixeiras de 1.000 reais compradas pelo reitor com o dinheiro público.
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
não verás nenhum país como este
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
quem somos nós?


Bar na 412 sul. A luz estava linda, a bandeira do Brasil é uma coisa que sempre me atrai, então fiquei ali parada, esperando a foto acontecer. O cara veio andando meio sem rumo, parou e deu uma olhadinha no futebol da TV. Obviamente não morava no Plano, como delatavam suas roupas, o chapéu e o jeito tímido, jeito de quem não se achava no direito nem de estar ali, mesmo naquele botequim bem popular (para dizer o mínimo). Mas foi ficando, entrou, sentou. Depois que ele entrou, comecei a fotografar minha sombra na calçada, outra coisa que acho irresistível (minha sombra, não a calçada). Chegou gente, saiu gente, e eu ali fotografando. Por último saíram o cara e a garçonete da foto acima. Trocamos olhares de estranhamento mútuo. A vida é estranha mesmo. Quem somos nós? O que estamos fazendo?
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sábado, 8 de setembro de 2007
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
tristeza


Na passagem da L2 norte para a sul, encontrei essas duas pinturas. "Mãe África e seus guerreiros", uma figura estendendo seu guarda-chuva sobre um monte de desamparados. Debaixo de um viaduto, um lugar bem apropriado para o tema. Que proteção a nossa metafórica mãe África pode oferecer? Que proteção oferece um viaduto, para os moradores de rua? E os nossos políticos, teoricamente os representantes do povo? Quanta tristeza.
Nem a arte consola. Mas pelo menos a arte mostra que alguém se importa.
Nem a arte consola. Mas pelo menos a arte mostra que alguém se importa.
domingo, 22 de julho de 2007
por que amamos nosso país?
Fiz o ensino fundamental na escola pública da 305 sul. Esse era um tema obrigatório nas redações: por que amo meu país? Anos setenta, governo militar, patriotismo em alta, mesmo que à força. A bandeira e o hino nacional vinham impressos nos nossos cadernos. Os anos passaram, chegou a abertura, a campanha pela anistia, a campanha pelas diretas, o movimento pelo impeachment.
Em todas essas ocasiões estávamos agarrados, enrolados, vestidos com a bandeira. Sem falar nas copas do mundo. O brasileiro usa o "símbolo da pátria" sem a menor cerimônia: enrola na cintura, faz lenço, camisa, bolsa, canga para praia. Os militares não precisavam ter forçado nosso patriotismo; ele sempre existiu, embora, nesse país de fome, miséria e corrupção, eu não consiga entender por quê. Só sei que nascemos sabendo que nossa terra tem palmeiras onde canta o sabiá.
Essa foto acima é da fachada de loja na asa sul, mas poderia ser feita em vários outros lugares. Foi pintada há um ano, pouco antes da seleção brasileira dar o seu vexame na copa. Quando começou a desbotar, meses depois, ela foi retocada, assim como muitas outras bandeiras pela cidade. Sem nenhum motivo político ou esportivo. Isso não é interessante? Por que amamos nosso país?
Como escreveu Torquato Neto, mais ou menos na mesma época em que eu me empenhava nas redações escolares:
"minha terra tem palmeiras
onde sopra o vento forte
da fome do medo e muito
principalmente da morte
olerê, olará"
Em todas essas ocasiões estávamos agarrados, enrolados, vestidos com a bandeira. Sem falar nas copas do mundo. O brasileiro usa o "símbolo da pátria" sem a menor cerimônia: enrola na cintura, faz lenço, camisa, bolsa, canga para praia. Os militares não precisavam ter forçado nosso patriotismo; ele sempre existiu, embora, nesse país de fome, miséria e corrupção, eu não consiga entender por quê. Só sei que nascemos sabendo que nossa terra tem palmeiras onde canta o sabiá.
Essa foto acima é da fachada de loja na asa sul, mas poderia ser feita em vários outros lugares. Foi pintada há um ano, pouco antes da seleção brasileira dar o seu vexame na copa. Quando começou a desbotar, meses depois, ela foi retocada, assim como muitas outras bandeiras pela cidade. Sem nenhum motivo político ou esportivo. Isso não é interessante? Por que amamos nosso país?
Como escreveu Torquato Neto, mais ou menos na mesma época em que eu me empenhava nas redações escolares:
"minha terra tem palmeiras
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principalmente da morte
olerê, olará"
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